É a tentativa,penso,de enxergar
um palmo diante do nariz;
_o que não é tão fácil nem tão
inútil,quanto muitos pensam.
Afinal``o peixe é qum menos
sabe da água´´
(Roberto Gomes)
sábado, 7 de dezembro de 2013
Cançao de um poeta
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida esta completa.
Não sou alegre nem sou triste;
sou poeta.
Irmão das coisas fulgídias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço.
_não sei,não sei.Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto.E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
_mais nada.
e a minha vida esta completa.
Não sou alegre nem sou triste;
sou poeta.
Irmão das coisas fulgídias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço.
_não sei,não sei.Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto.E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
_mais nada.
A flor e o ar
a flor que atiraste agora,
quisera traze-lo ao peito;
mas não há tempo nem jeito...
Adeus,que me vou embora.
Sou dançarina do arame,
não tenho mão para flor;
Pergunto,ao pensar no amor,
como é possivel que se ame.
Arame e seda,percorro
o fio do tempo liso.
E nem sei do que preciso,
de tão depressa que morro.
Neste destino a que vim,
tudo é longe,tudo é alheio.
Pulsa o coração no meio
só para marcar o fim.
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Saudações a Nelson Mandela
Adeus Nelson Mandela.(18/07/1918 Joanesburgo a 05/12/2013) foi advogado,lider rebelde e presidente da Africa do Sul de (1994 a 1999),considerado como o mais importante lider da Africa Negra,ganhador do prêmio Nobel da Paz de 1993 e Pai da pátria da moderna nalção sul-afrcana.
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Eu quero um poema que não seja de comer,
Mas que a boca possa degustá-lo.
Um poema não precisa ser gostoso,
Mas para bom uso,
Língua deve possuí-lo saborosamente.
Para quem mais leia,
Que se lamba com cada sílaba deslizada da cadência dos lábios!
Que de partícula em partícula
Nutra o corpo e vermelho sangre!
Cada estrofe facilmente estufa
Aqueles que só consomem criação industrial,
Mas eu constantemente me alimento de versos,
Diversos e demais versos que matem fome de palavra...
Versos em porções desproporcionais aos regulamentos.
Canção entre lágrimas se fala
Entre lágrimas se fala
_e Deus sabe o que se senteMas de longe não se escuta
nem se entende.
A voz é rouca e dolorida
e a distância,tão penosa...
Quem sofre já não se espanta;
cala e chora.
Apenas,uma pergunta
as vezes,timida,ocorre;
para que noites e dias,
chora e sofre?
Quando amanhã todos formos
a mesma terra perdida,
ninguém saberá das dores
que sofria.
Onde,o lábio sem resposta?
Onde,os olhos ainda cheios...?
Onde,o coração que havia?
Onde,o peito?De tão longe,não se escuta.
Não se escuta e nen se entende,
Deus,entre as lágrimas fala:
_não se sente.
motivo da Rosa
Antes do teu olhar,não era,
nem será depois,_primavera.
Pois vivemos do que perdura
não do que fomos.Desse acaso
do que foi visto e amado_o prazo
do criador na criatura...
Não sou eu,mas sim o perfume
que em ti me conserva e resume
o resto,que as horas consomen.
Mas não chores,que o meu dia,
há mais sonho e sabedoria
que nos vagos séculos do homen.
nem será depois,_primavera.
Pois vivemos do que perdura
não do que fomos.Desse acaso
do que foi visto e amado_o prazo
do criador na criatura...
Não sou eu,mas sim o perfume
que em ti me conserva e resume
o resto,que as horas consomen.
Mas não chores,que o meu dia,
há mais sonho e sabedoria
que nos vagos séculos do homen.
Explicação
O pensamento é triste,o amor,insuficiente;
e eu quero sempre mais do que vem nos milagres.
Deixo que a terra me sustente;
guardo o resto para mais tarde.
Deus naõ fala comigo_e eu sei que me conhece.
A antigos ventos dei as lágrimas que tinha.
A estrela sobe,a estrela desce...
_espero a minha própria vinda.
(Navego pela memória
sem margens.
Alguém conta a minha história
e alguém mata os personagens.)
A Alberto de Serpa
CANÇÃO DO CAMINHO
Canção do caminho
Por aqui vou sem programa,
sem rumo,
sem nenhum itinerário.
O destino de quem ama,
é vário,
como o trajeto do fumo.
Minha canção vai comigo. Vai doce. Tão sereno é seu compasso que penso em ti,meu amigo. _se fosse, em vez da canção,teu braço.
Ah!mas logo ali adiante _ tão perto!_ acaba-se a terra bela. Para esse pequeno instante, decerto, é melhor ir só com ela.
(Isto são coisa que digo, que invento. Para achar a vida boa... A canção que vai comigo é a forma de esquecimento do sonho sonhado à toa...)
Cecília Meireles
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